Há dias em que a aldeia, a cidade ou o campo mudam de ritmo. Preparam-se andores, abrem-se adegas, montam-se bancas, afinam-se instrumentos, cozinham-se refeições e regressa quem vive longe. Noutros momentos basta um grupo, um caminho, um ramo de espigas ou uma manta estendida no chão. As tradições vivem nestes gestos: naquilo que se repete, no que cada geração transforma e no trabalho de quem continua a juntar a comunidade.
Quando a comunidade se junta, o território reconhece-se. Por isso, aqui interessam tanto as procissões e romarias como as feiras ligadas a produtos, as comissões e associações que preparam cada celebração, as bandas e ranchos que lhe dão música, e o trabalho invisível de montagem, cozinha e limpeza que um cartaz nunca mostra.