«Ninguém protege aquilo que não conhece.»
Há coisas que os documentos não guardam e a voz sim. Como um lugar ganhou nome, o que se dizia da água de uma fonte, o que se contava às crianças para não se afastarem, o que uma quadra dizia sem precisar de explicar.
Esta categoria não é um catálogo de textos anónimos copiados da Internet. Reúne narrativas ligadas a lugares, crenças, episódios familiares, poesia popular, cantigas, teatro de bonecos, palavras locais e modos de contar — e quer saber sempre quem contou, onde, quando e a quem tinha ouvido antes.
Guardar uma lenda é guardar a comunidade que a contou.