«Ninguém protege aquilo que não conhece.»
Duas redes antigas atravessam o concelho. A rede da água é feita de fontes, minas de água, nascentes, tanques, cochos, lavadouros, bebedouros, noras, açudes e caminhos percorridos com bilhas. A rede da devoção é feita de ermidas, pequenas igrejas rurais, promessas, romarias, festas, irmandades e cuidado comunitário.
Esta não é uma lista monumental centrada apenas na cidade de Borba. É a forma como a água e a devoção organizavam a vida entre Borba, Orada, Rio de Moinhos, Barro Branco, Ribeira, Nora, São Gregório e os montes dispersos.
Conhecer também significa reconhecer fragilidade. Um lugar não se torna visitável só porque foi documentado: primeiro identificam-se propriedade, valor patrimonial, estabilidade, água, acesso e riscos.


