«Ninguém protege aquilo que não conhece.»
Caminhar é ler o território com o corpo. Em Borba, um percurso pode atravessar a serra, seguir uma ribeira, aproximar-se de uma ermida, passar junto de uma vinha ou reencontrar um caminho de infância.
Queremos ajudar a fazer essa leitura devagar: saber onde se está, compreender o que se vê, respeitar quem trabalha a terra e regressar sem deixar marca. Por isso cada caminho aparece com o seu estado real — oficial, não sinalizado, de peregrinação, de evento ou apenas proposto — e não como uma linha no mapa igual a todas as outras.
Conhecer não significa transformar todos os lugares em destinos. Uma fonte degradada, uma mina, um caminho privado ou um sítio frágil podem ser contados sem localização precisa e sem convite à entrada.