«Antes de alimentar a mesa, o pão alimenta uma comunidade.»
Em Borba, o pão começa antes do amanhecer. Começa no isco guardado de uma massa para a outra, nas mãos que reconhecem o ponto sem relógio e no forno que é preciso aprender a ler. Durante muito tempo, amassou-se em casa, levou-se o tabuleiro à forneira e cozeu-se pão para a semana.
Houve fornos de família, um forno comunitário na Orada e padarias que chegaram a fiar o pão até ao fim da ceifa ou da azeitona. Hoje mudaram as máquinas, os horários, as regras e os caminhos da distribuição, mas permanecem pessoas que fazem chegar pão às mesas do concelho e muito para além dele.
Esta categoria não procura escolher o melhor. Procura conhecer quem amassa, quem coze, quem leva e quem continua.