O azeite não começa no lagar. Começa na oliveira, na poda, no ano de chuva ou de seca, no dia em que se decide apanhar e nas mãos que apanham. Depois vem o transporte rápido, a limpeza, a moenda, a batedura e a extracção — e o tempo curto em que tudo pode correr melhor ou pior.
Em Borba, o olival faz parte da paisagem e da economia agrícola. Há herdades e há pequenas parcelas familiares; há quem entregue a azeitona e quem leve azeite para casa; há memória de lagares antigos e trabalho de lagares actuais.
Esta categoria não procura escolher o melhor azeite. Procura conhecer quem trata das oliveiras, quem apanha, quem transforma e quem continua.